domingo, 28 de maio de 2017

[...]

perdem-se os rostos na memória dos tempos 
e o percurso de velhos rios
cansados, já desconhecem
nascentes.  
sou floresta de folhas caídas 
nas margens da incompreensão.

procuro a memória da minha própria infância, tão longínqua 
como os caminhos desconhecidos.

olho a minha sombra projectada
nas horas amargas
e nem os meus passos reconheço.
........

os pés poisam 
num tapete de pó 
que tudo mudou
para eu ficar só.

o esquecimento 
é uma viagem feliz
vive-se o momento
que se faz... e se quis.

1 comentário:

  1. nem sempre o momento se faz
    nem sempre se quiz o momento
    mas..não somos por vezes nem mensageiros dele
    nem sequer é a nossa vontade...
    um misto de desalento que encontrei neste poema...
    bom fim de semana.
    beijinhos
    :)

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