sexta-feira, 23 de junho de 2017

lágrimas de sal





e era azul
e era céu
e era ar
e era puro 
se fosse amar.

e este mar
verde caldo 
a latejar
e as ondas sem fim
constantes
a empurrar.

partiste
sem um adeus
e sem asas
para voltar.

e dos teus olhos
ficou só o que sabia:
lágrimas imaginárias
sem um olhar.

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